segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Semanas

Doença sempre me tirou do sério, ainda mais quando tenho que ir ao médico. Odeio médico e tudo que inclua remédios e hospital. Talvez por isso eu tenha ficado tão irritada, sonolenta e nostalgica.
Cheguei ao cúmulo de cogitar a hipótese de ligar pro meu pai só pra pedir a ele que fosse ficar comigo em casa. Felizmente não o fiz. Seria demais pra mim ouvir ele dizer que uma doença qualquer não é motivo pra ficarmos o dia todo atoa um ao lado do outro. Que sorte a minha não ter ligado.
Senti falta dos meus amigos. Dos que eu acho que são... Quis passar a tarde ouvindo a Bruns tocar pra mim, quis reclamar da vida enquanto queimava um careta com o Manolo, quis chorar todas as minhas lágrimas pra qualquer um que pudesse me colocar no colo e dizer: - Calma, isso vai passar e eu vou ficar ao seu lado enquanto não acabar."
Até quando eu vou me decepcionar com as pessoas? Até quando eu vou achar que os caras querem ser apenas meus amigos? Quem sabe um dia...
Mas do que qualquer outro dia, eu senti sua falta. Acho que as vezes me esqueço que você ainda é o meu melhor amigo apesar de você querer transar comigo.
Tenho me esquecido de tanta coisa... Apesar de tudo existem coisas que, por mais que eu tente, não me libertam.
Acho que hoje eu precisava de um café fraco na cama, com um beijo quente de bom dia, cheirando a cigarros e uma camisa xadrez.

Um comentário:

  1. De alguma forma que não sei nem por onde começar a explicar, ler isso.
    Este texto me fez questionar e reafirmar, muitos de meus principios. Obrigado Ruiva! Wes

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Segredinhos!