Como gosto de te observar. Não no antes como os platônicos e muito menos no depois como os amantes de alma o fazem. Gosto de olhar pra ti no ato. Enquanto sinto que tudo aquilo que vejo são reações a mim.
Observo-te: os olhos fechados numa entrega que não sei como posso merecer. Tenho a tu como um pássaro tem a liberdade. A expressão é de dor, para aqueles que nunca sentiram o que só o prazer da carne pode nos dar. Olho tua boca, esta linda boca que me toca suavemente com sofreguidão e que se mantém quase aberta, quase fechada, demonstrando uma leve falta de ar causada pelo atrito de nossos corpos.
Sinto o teu corpo e, sendo assim como sou, não posso deixar de olhá-lo também. Ombros viris que sustentam os braços que, por sua vez, sustentam parte do meu peso. Não esquecendo-me também de teu peito másculo e etéreo que se impõem deliciosamente contra o meu, sutilmente angulado.
Ah (suspiro), as tuas pernas. Como as estimo... Porém essas são bem melhores quando apenas sentidas no depois, quando me assemelho aos amantes da alma já ditos. Gosto de tê-las junto às minhas, embaraçadas como só nós conhecemos.
Todas estas partes, e mais algumas, formam um todo apaixonante e amado por mim, mas nunca esquecer-me-ia de tuas mãos.
Ah (suspiros), estas sim! Gosto de contemplá-las como só os platônicos sabem fazer. Amo quando elas escondem as minhas a fim de acariciá-las gentilmente enquanto o pensamento de ambos encontra-se perdido pelos rumos do infinito. Gosto quando apertam meus polegares levando-os à boca logo em seguida para mordiscar ou colar os lábios em minhas digitais. Adoro o simples prazer de acariciá-las pela rua ou mesmo em qualquer outro lugar. Mãos grandes, fortes, possessivas, como as de um homem feito devem ser. Tiram me o fôlego quando perdem o pudor e censuram minhas roupas para apertarem mansamente minhas carnes. Nunca há de existir sensação mais prazerosa: sentir meu corpo colar ao teu por meio delas...
Pirei, muito lindo, queria saber escrever assim
ResponderExcluirsou sua fã ♥